Na última sexta-feira (31), as turmas do primeiro período do Direito Integral encerraram as simulações do Tribunal de Júri deste semestre. Foram cinco sessões que tiveram início no dia 25 de maio, com as simulações das turmas D1MA X D1NC e D1NA X D1NB. Na segunda-feira, dia 27, ocorreram as simulações das turmas D1MB X D1MC e D1MD X D1ME.

Antes do início das simulações do dia, a coordenadora do projeto, professora Maria Carolina Reis, fez um breve discurso para a abertura dos trabalhos. “Estou muito feliz porque o Tribunal de Júri Simulado agora integra o Centro de Simulação e Intercâmbio (CSI) da Dom Helder/EMGE, isso quer dizer que o projeto, que começou como uma atividade de sala de aula da disciplina de Português comigo e com a professora Cida Cota, cresceu. Sabemos que as simulações têm sido um dos recursos de aprendizagem mais utilizados nas instituições de ensino do mundo inteiro e a Dom Helder tem se destacado neste cenário”.

A professora lembrou também aos alunos que o Tribunal de Júri é um exercício, cujo foco é colocar em prática a Pedagogia Inaciana, proporcionando essa oportunidade de autonomia e protagonismo discente. “É um exercício de argumentação, mas é também um exercício de gerenciamento das relações, que não são fáceis. Sobretudo, é uma oportunidade de vocês darem o máximo de si, que é o Magis, a essência da nossa Escola. Agradeço a cada um pelo empenho. Sabemos que é um grande desafio que propomos, mas só fazemos isso porque acreditamos na competência e preparo de vocês”, destacou Maria Carolina.  

Depois da leitura do texto de Dom Helder intitulado “Vencer e convencer”, a professora encerrou sua fala desejando a todos sucesso no trabalho.

Simulação das turmas do Integral (31/05)

A simulação do Integral teve a turma 1DIB, no papel da acusação, e 1DIA, incumbida da defesa da ré. De acordo com os autos, a ré teria pagado R$16 mil para a execução do seu ex-marido. O que se viu durante a sessão foi um show de competência, emoção e envolvimento de todos das turmas. A atuação das testemunhas, ré, juízes, promotores, advogados e oficiais de justiça assim como o apoio dos colegas das turmas que faziam as anotações mereceram muitos aplausos e elogios ao final da sessão. Em uma decisão bastante apertada – o que comprova o alto nível dos debates e argumentos – a ré foi condenada por 4 votos a 3. Há de se registrar a presença de familiares dos discentes que vieram apoiar e demonstraram muito orgulho de seus filhos.

Simulações do dia 27/05

Para as turmas D1MB e D1MC, o caso distribuído foi de feminicídio, em que o réu era ex-namorado da vítima que foi atropelada e prensada contra um muro. O caso era difícil para a defesa exercida pela turma D1MC, mas que conseguiu a diminuição da pena. O destaque ficou para o promotor que, ao fazer suas alegações, emocionou a plateia com vários recursos retóricos.

Nas turmas D1MD e D1ME, o caso era a de um policial acusado de matar um homem a tiros que teria informações sobre outros crimes cometidos pelo policial. A turma D1ME, incumbida da defesa, defendeu como tese a negação de autoria, já que apresentou provas de que o réu estaria em um restaurante com superiores na noite do crime. A turma D1MD, que atuou como acusação, usou como principal argumento as digitais do policial presentes na arma do crime. Ao final, os jurados decidiram pela condenação do réu.
 
Simulações do dia 25/05

As turmas da noite e a turma A da manhã protagonizaram de maneira brilhante o primeiro dia de simulações.

As duas primeiras turmas foram a turma D1MA e D1NC. Para essas turmas, o caso era de duas primas que eram sócias de uma empresa, e que uma teria sido acusada de matar a facadas a outra porque havia descoberto fraudes na empresa cometidas pela vítima. A tese de defesa foi tentar mostrar que uma terceira sócia teria mais motivos para matar a vítima do que a prima e que as duas eram muito próximas. O corpo de jurados entendeu que não e condenou a prima da vítima.

No final da manhã de sábado, tivemos a simulação das turmas D1NA e D1NB. O caso era de roleta russa. Mesmo a sessão tendo se prolongado até depois do horário, a plateia permaneceu já que a simulação estava muito empolgante. Acusação e defesa refutavam os argumentos contrários de maneira contundente e irônica. Em um 4 a 3, o conselho de sentença não acolheu a tese da defesa de “culpa exclusiva da vítima” e condenou o réu.
 
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