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MG na rota de discussão da Justiça RestaurativaEscola Superior abre suas portas para debater um tema de vanguarda do Direito Penal Juliano Paiva
Com participação de diversas autoridades, o objetivo é dar visibilidade à Justiça Restaurativa, que traz uma nova visão e tratamento na definição de crime. Custódio Mattos, secretário de Estado de Desenvolvimento Social, participou do evento. “Essa é uma discussão que está em curso no mundo todo. Existe uma insatisfação, em diferentes graus, em todo o planeta, em relação à questão do crime e sua punição”, destacou Mattos. Os princípios de Justiça Restaurativa pregam que a definição de crime e Justiça passa a ser focada não apenas no agressor, mas também na vítima e na sociedade que participam ativamente na construção de uma solução negociada para o conflito. E é justamente a insatisfação da maior parte da sociedade que move a iniciativa do Seminário Internacional. “É notório a insatisfação com segurança pública no país, devido principalmente à impunidade ou inadequação das punições com relação aos crimes cometidos”, lembrou Mattos. O envolvimento de outros setores também se faz necessário. “Inserir o mundo acadêmico neste debate, com a Dom Helder Câmara, por exemplo, e os principais executores, Ministério Publico e Poder Judiciário, além de nós nos envolvermos como Governo, é fundamental”. Mattos, porém, sabe que não será de um dia para
o outro que se consegue mudar o comportamento de todos. “Uma coisa
é você aplicar a Justiça Restaurativa na Nova Zelândia,
onde ela está mais avançada. Outra coisa bastante diferente
é aplicá-la num país com enormes desigualdades e
com um nível de criminalidade muito alto como o Brasil”.
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